Mostrar mensagens com a etiqueta Aeroporto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aeroporto. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A Volotea está a recrutar

A Low-cost Volotea está a recrutar cabineiros para as suas bases.
Oferece o curso de conversão a quem já tem o curso mas também disponibiliza cursos iniciais com alojamento e refeição a quem não tem (1950€).







sábado, 28 de abril de 2018

O nosso dia a dia


A nossa escala dita o nosso planeamento naquele mês. A escala do mês seguinte sai por norma a meio do mês que o antecede, para que nos possamos organizar. Está repleta de códigos de aeroportos (LHR - Heathrow, Londres, por exemplo), ETD e ETA - Estimated Time of Departure and Arrival, dias OFF ou folgas, tipo de avião que vamos operar, entre outros códigos que aprenderão no curso e que variam de companhia para companhia (férias, refrescamentos, baixas, etc...). Podemos ter um mês com voos, como voos com idas e voltas ou estadias, night stops, splits, ou assistências, que variam consoante também o tipo de companhia para o qual operamos. É comum uma companhia não regular ter os seus tripulantes de assistência, pois operam de forma irregular. Há companhias em que a escala é cumprida e respeitada e outras que podem sofrer oscilações ao longo do mês. Geralmente temos que morar até 1h do aeroporto para fazer face às possíveis assistências.
 
Vamos imaginar que já tínhamos o voo de Lisboa (LIS) para Moscovo (DME) na nossa escala. Vamos simular o dia a dia desse voo desde que nos apresentamos até à hora em que chegamos ao hotel. Não me vou referir a nenhuma companhia em particular e vou procurar evidenciar aspetos gerais e comuns da nossa rotina.
 
 
Em casa ainda, antes da apresentação, trato da higiene, preparo as malas com roupa quente e fria (you never know), coloco farda extra, verifico que tenho todos os meus documentos, revejo alguma matéria e preparo o voo (já me alongo mais) e vou-me fardar. Cumpro com os requisitos de imagem definidos pela companhia.
 

 
No aeroporto existem salas para algumas companhias aéreas realizarem os seus briefings. Poderão ser realizados no avião ou no hotel, caso seja o caso de a tripulação estar fora. O chefe de cabine reúne-se com o Comandante para que este lhe passe alguns detalhes do voo, como o tempo de voo, por exemplo, ou se é esperada turbulência. Após isso, reunimo-nos todos e essa informação é nos passada. Temos obrigatoriamente o nosso caderno com determinados dados já por nós preenchidos (a referida preparação), onde deve constar o nome de toda a tripulação, número de voo, passageiros e informações relevantes, informações do serviço. Tomamos nota das posições de cada um a bordo.
Revemos matéria de segurança. Coloquei um vídeo que exemplifica um briefing, embora o considere demasiado longo.
 

 
 
 
 
Podemos passar pelo raio-x antes ou depois do briefing, dependendo do local. Cumprimos também as normas gerais definidas para os passageiros em termos de segurança (também temos um saquinho para os líquidos, tiramos casacos, cintos, PCs e sapatos, por vezes).
Seguimos para o avião. Pode haver troca direta de tripulação.

 


Arrumamos as malas e fazemos os nossos checks, de material de emergência e o pre-flight. Verificamos que foi tudo bem limpo, que o material de emergência está em perfeitas condições e verificamos o catering (contamos as refeições, incluindo as especiais). No final damos o ok ao nosso chefe.

 
 
Esta última fase poderá ser ultra rápida, pois muitas vezes estamos a entrar no avião e o 'placa' quer logo dar início ao embarque.
 
E eis que começa o embarque. Primeiro as pessoas com assistências especiais, como cadeiras de rodas ou deportados, passando para as famílias com crianças. Podemos estar a abastecer com o embarque a desenrolar-se. Nesse caso são necessárias medidas adicionais de segurança do aeroporto e nossas, pois devemos ocupar as saídas  de emergência, não deixar que os passageiros coloquem os cintos ou que usem aparelhos eletrónicos. É também no embarque que verificamos o tipo de passageiros que vamos ter, se alguém se destaca por já aparentar estar embriagado, inseguro ou doente, por exemplo, ou possíveis grávidas e possíveis ABPs Able-bodied passengers - estes últimos que usaremos em caso de emergência. Estamos especialmente atentos nesta fase. É também o momento em que fazemos briefings de como se operam as saídas de emergência aos passageiros que se encontram próximos das mesmas (e que vemos o seu ar de súbito pânico ao ter que imaginar tal cenário), distribuímos cintos e coletes aos pais com bebés, ajudamos e esclarecemos possíveis dúvidas, damos 'água pá remêdio'. 😔
 
 
Podemos ter que fazer contagem de passageiros ou desinsectização, mas como estou no meu voo fictício, hoje não fazemos.
O 'placa' sai com a sua loadsheet, o chefe confirma o número de souls onboard  junto do comandante e pede para fechar portas. Ouve-se o call-out do chefe ''Arm doors, cross check'' e cada tripulante arma a sua porta e faz o respetivo cross check da porta oposta à sua. Portas já em modo emergência, a tripulação está então pronta para as Demos. Eis que começa a coreografia para os mais atentos e curiosos (assustados também).
 

Arrumamos o demokit. Seguimos para o check de cabine ao som do discurso, quando já iniciámos o pushback. Trancamos os lavabos, seguramos toda a Galley, vemos se os cintos estão apertados, se as costas das cadeiras estão na posição vertical, se os corredores estão desimpedidos e a bagagem arrumada, se os aparelhos estão já em modo de voo e se as mesas estão recolhidas. Damos o nosso ok ao chefe e sentamo-nos para a descolagem. Fazemos o nosso silent review, recapitulamos matéria nesta fase do voo.
Se estivermos sentados perto de passageiros é muito comum que metam conversa connosco. É também frequente ver o ar assustado das pessoas quando os motores reduzem a potência pouco depois da descolagem. Dá-se o recycle dos cintos. Nós já nos podemos levantar.
 
Levantamo-nos, ligamos os fornos e as máquinas do café, destrancamos os lavabos e trocamos os sapatos para rasos. Colocamos o avental e preparamos o trolley com bebidas, algumas que previamente deixámos a refrigerar. Com as cocotes bem quentes, saímos para o serviço. Damos primeiro as refeições especiais e as das crianças. Fazemos também o serviço de chá e de café e recolhemos tudo. Vamos passando com água durante o voo.

 
 
Como é um voo longo fazemos turnos de descanso nos nossos crew rest compartments ou em lugares de descanso previamente atribuídos e bloqueados na cabine. Os restantes ficam atentos nas galleys e fazem checks de cabine.

 
Antes de iniciarmos a nossa descida no TOD Top of Descent, já voltei a trocar de roupa e sapatos, retoquei a maquilhagem, selei e manifestei os bares, deixei tudo organizado e trancado.
Descida, novo check de cabine, silent review e aterragem. Fazemos o lost and found após o desembarque.
 
 
 

Podemos ter ou não um de briefing, que é no fundo uma conversa acerca do voo, do que correu bem ou menos bem.
 
 
 
No Hotel esperamos pela nossa vez até sermos chamados a assinar a folha e a nos ser atribuído a chave de um quarto. Combinamos trocar de roupa rápido e descemos para um possível vodka, afinal de contas, estamos em Moscovo.
 
 

 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Curiosidades da Aviação #3

#1
O passaporte de um tripulante é sempre carimbado em todas as viagens que faz?

Não, felizmente. Se assim fosse, em poucos meses esgotavam as páginas do passaporte. São necessários vistos para determinados países, tais como EUA, Argélia, Arábia Saudita, Vietnam, Myanmar, Egito, etc... e como tal são necessárias páginas livres para os mesmos (caso a companhia opere para lá). Em Marrocos continuam a carimbar sempre que se entra e sai do país, tal como na Tailândia, República Dominicana, entre outros. As tripulações têm uma GD - General Declaration, onde constam todos os nomes e dados da tripulação e que a mesma dá à chegada ao destino, de forma a agilizar todo este processo. 



#2

Sabia que uma Assistente de bordo tem formação em partos?

É verdade. Faz parte da formação inicial, mais concretamente da matéria de First AID - primeiros socorros e suporte básico de vida. É uma formação rápida e geral de como agir na eventualidade de ocorrer um parto num voo. As grávidas estão proibidas de voar nas últimas semanas de gestação e entre as 32 e 36 semanas apenas o podem fazer com declaração médica (regra geral, apesar que cada companhia tem as suas restrições). Apesar de tudo, ocasionalmente vão ocorrendo um pouco por todo o mundo. Ainda há uns meses ocorreu um num avião da Hifly e um num da Turkish Airlines.





Sabia que muito provavelmente é a primeira vez que os tripulantes do seu vôo se viram?


Em companhias grandes os tripulantes não se conhecem e estão quase a sempre a voar e trabalhar com pessoas novas. Podem por vezes voar com algum colega que já conheçam, como podem nunca mais se cruzar com outros tantos. Os standards / regras são extremamente importantes também por este motivo. Independentemente de não se conhecerem todos seguem o mesmo padrão e todos sabem o que fazer.

 

#4
O príncipe Charles e o príncipe William não voam juntos na possibilidade de ocorrer um desastre aéreo
 
 
De acordo com o protocolo real britânico, o príncipe William não deverá voar juntamente com o seu pai George nem com os seus filhos, por questões de segurança e por serem os herdeiros da coroa britânica. Nos últimos anos este protocolo tem-se vindo a romper por aviação ter vindo a registar níveis de segurança mais elevados nas últimas décadas.




#5
Um comandante pode celebrar casamentos a bordo?
 
''Os poderes e responsabilidades do comandante de aeronave foram já sistematizados do modo seguinte: é responsável pela aeronave, pelo bem-estar da tripulação e pela preparação e completamento bem sucedido do voo; pode emitir ordens estritas à tripulação e aos passageiros, o que reveste especial importância no caso da prática de infracções a bordo; o comandante deve tomar todas as medidas necessárias para assegurar o desenvolvimento e completamento do voo em segurança; os deveres administrativos do comandante incluem o registo de nascimentos e óbitos a bordo, a autorização para celebrar casamentos, bem como a efectivação de testamentos.''
 
 
Honestamente nunca conheci ninguém que tivesse casado num voo. Julgo que isto está mais relacionado com a marinha, onde antigamente se celebravam casamentos a bordo devido ao elevado tempo que os tripulantes passavam fora em alto mar.

Alguém que conheça alguma história?
 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Curiosidades da Aviação #2

 
#1
 

 
Que sons são aqueles que podemos ouvir após aterrarmos durante o táxi ou à chegada à gate (mais comuns nos Airbus)?
 
Há quem diga que o som parece o de um serrote a serrar ou de um cão a ladrar. O mais certo é ser a PTU Power Transfer Unit a equalizar as pressões hidráulicas em cada sistema. Sons mais comuns na família Airbus.



#2

Curiosidades antes da descolagem

Na parte de trás do avião existe um APU, uma unidade auxiliar de energia. A sua função é manter tudo em ordem enquanto os motores principais estão desligados. Por norma, a maioria dos aeroportos conecta os aviões a unidades auxiliares terrestres - GPU - Ground Power Unit que bombeiam ar e eletricidade para o avião e são mais económicas. Quando a tripulação fecha as portas, é possível ouvir uma mudança nos sons, e tanto o ar-condicionado como as luzes se desligam por breves segundos assim que o avião transita para o APU.
Em seguida, o piloto liga os motores. Os aeroportos costumam usar um rebocador para transportar o avião até a pista, mais conhecido no meio pelo Push back.
Em seguida o avião taxia enquanto o piloto espera pelas ordens da torre de comando, que diz qual pista de decolagem deverá ser usada. Os Cabineiros fazem as demos.



#3

Distintivos, galões, riscas ou estrelas




A imagem anterior ilustra o que está regulamentado no que se refere a distintivos para pilotos, assistentes e comissários de bordo. No que respeita a cabine, não é comum atribuírem riscas às assistentes de bordo. Em determinadas companhias são atribuídas estrelas às assistentes, uma se for assistente, duas se for chefe de cabine e três caso seja instrutora (EAA, por Ex.). Na Sata, por exemplo, as senhoras usam risca e na TAP, não usam nem risca nem estrela.
 
 


 
 
 
#4
 
Já lhe aconteceu não ter água para lavar as mãos com o avião ainda no chão?

As Drain Masts expelem a água dos lavatórios das Galleys e dos lavabos (em alguns modelos), sendo que no chão, não é permitido o seu uso. Em muitos aeroportos as companhias podem mesmo pagar multas se os usarem, pois sujam a placa e possivelmente alguns funcionários. Apesar de este ser um dos motivos, o mais comum é ter a ver com o abastecimento de água portátil. Enquanto enchem os tanques do avião, a água nas Galleys e lavabos também não está disponível.
 
 
 
#5
 
Buraco na janela

É chamado de buraco respiratório e é usado para regular a quantidade de pressão que passa entre os painéis interno e externos da janela. Normalmente são três painéis e o orifício encontra-se no do meio.
 
 









sexta-feira, 30 de junho de 2017

Aeroporto de Lisboa


A empresa de trabalho temporário RHmais está a recrutar para o aeroporto de Lisboa as seguintes funções:

- Assistentes de apoio ao self Check-in (M/F) Lisboa, part time, reforço de verão.

- Técnicos de Tráfego e Assistência em Escala (M/F) - Lisboa, disponibilidade para trabalhar por turnos e folgas rotativas.

Este tipo de trabalhos são, por norma, mal pagos e exigentes do ponto vista físico (turnos) e emocional (são muitas vezes o rosto das companhias e de todos os seus problemas).

Mais informações no site http://www.gruporhmais.pt/PT